Bruno e Marrone

BRUNO & MARRONE

Bruno & Marrone é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos cantores Vinícius Félix de Miranda (Goiânia, 22 de abril de 1969), conhecido artisticamente como Bruno, e José Roberto Ferreira (Buriti Alegre, 9 de novembro de 1964), conhecido artisticamente como Marrone. Desde a sua formação em 1985, a dupla completa 31 anos de carreira. Formação da dupla: Bruno trabalhava na farmácia do pai e tinha o sonho de ser cantor, e após conhecer Leandro & Leonardo, comentou que queria arrumar alguém pra formar dupla com ele, foi aí que Leonardo durante um show o apresentou para o Marrone, e logo de início rolou uma empatia muito grande entre os dois. Depois disso eles ensaiaram um repertório e começaram a tocar em bares e em barracas de exposição pecuária em Goiânia. Quis o destino que em 1986 se formasse essa dupla, que viria a se tornar umas das maiores duplas sertanejas de todos os tempos. Eles tocaram quase 10 anos em bares até gravar o primeiro LP em 1994. Bruno e Marrone iniciaram suas carreiras na cidade de Goiânia (GO). Em 1993, ganharam notoriedade nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sule no Distrito Federal. Em 1994, Bruno & Marrone gravaram o primeiro LP (posteriormente relançado em CD), produzido por Felipe, da dupla Felipe & Felix, trazendo em seu repertório canções como “Dormi na Praça”, “É Nisso Que Dá” e “Como Ficar Sem Você”. Mas foi em 2001 que a dupla passou a figurar nas grandes metrópoles, como revelação no mercado fonográfico. A partir daí, o talento de Bruno e Marrone passou a ser conhecido nacionalmente. O estilo inconfundível, qualidade vocal e diferenciado repertório, sempre estiveram coerentes com a linha de trabalho da dupla, popular, carismática, com grande aceitação do público feminino e masculino, de todas as classes socioeconômicas e faixas etárias. Com 21 álbuns gravados, 7 DVD’s, algumas coletâneas, mais de 16 milhões de cópias vendidas[1] e mais de 150 shows anuais feitos em todas as regiões brasileiras, Bruno e Marrone se consagraram como um dos principais artistas populares do país. Eram recordistas de público em uma só apresentação, 120 mil pessoas em Brasília, público esse superado por eles mesmos em janeiro de 2010, quando fizeram um show em Balneário Camboriú em Santana Catarina para um impressionante público de 180 mil pessoas. Sucesso nas rádios (Os fenômenos) É impossível negar o espaço conquistado por Bruno e Marrone, e desde o ano 2001 quando estouraram nacionalmente com o hit Dormi na Praça, a dupla não parou de crescer, e a cada ano que passava o sucesso era mais evidente, e a legião de fãs só aumentava. E todos os anos sempre estavam entre os top 10 mais vendidos e executados nas rádios brasileiras. Segundo à empresa de monitoramento Crowley Broadcast, de 1999 a 2013 Bruno e Marrone foram os artistas que mais tocaram nas rádios. São 14 anos no topo das paradas de sucesso de todo o Brasil, o que torna inevitável o título de fenômenos.

MÚSICA GAÚCHA

Música gaúcha

A música gaúcha de origem tradicionalista parece ter origem na escola literária do parnasianismo, por sua semelhança quando canta coisas da natureza e do ambiente como: a terra, o chão, os costumes, o cavalo – e pela musicalidade, sempre buscando a rima num arranjo muito acertado com as melodias, criando entre letra, música e dramatização, uma dinâmica que rebusca origens e paixões. O estilo musical gauchesco mostra também origens fortes na música flamenca espanhola, e na música portuguesa. Os campos harmônicos bem arranjados, denotam ritmos bem elaborados e melodias com dois ou mais violões. Com uma formação harmônica/melódica complexa, a música tradicionalista torna-se difícil de ser interpretada em alguns casos, por outros grupos ou músicos que não possuem ligação direta com a cultura gaúcha.

Algumas metáforas e temas são particularmente frequentes na música gaúcha. A primeira delas é o amor pelo Rio Grande do Sul, presente, por exemplo, nas primeiras duas estrofes da música “Obrigado, Patrão Velho”, do grupo Os Oliveiras, em que o eu lírico agradece a Deus pelo estado: “Patrão velho, muito obrigado, por este céu azul/ Por esta terra tão linda, pelo Rio Grande do Sul”. Este amor pelo Rio Grande do Sul muitas vezes toma a forma de um amor pelo mundo rural do peão gaúcho, mundo este muitas vezes retratado como em extinção. Isto é muito evidente na premiada música “Desgarrados” (composição de Sérgio Napp e Mario Barbará), em que o eu lírico compara os ex – trabalhadores do campo que se mudaram para a cidade como animais desgarrados de seu rebanho. Ele relata que os “desgarrados” não são felizes e sentem saudade do dia-a-dia do campo: “Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade[…]\Cevavam mate, sorriso franco, palheiro aceso\Viraram brasas, contavam causos, polindo esporas,\Geada fria, café bem quente, muito alvoroço” O segundo tema muito presente é o cavalo (geralmente da raça crioula, mas isso nem sempre fica explícito), que aparece de diversas maneiras; primeiro, como um objeto de admiração e companheiro de trabalho, como na música “O Gaúcho e o cavalo”, de “Os Monarcas”: “Quem sou eu sem meu cavalo/ O que será dele sem mim”. Em segundo lugar, o cavalo também aparece como uma personificação do próprio gaúcho, como no verso da música “Veterano”, de Antônio Augusto Ferreira e Everton dos Anjos Ferreira, em que o eu lírico substitui a palavra “morte” por “inverno”, pois os cavalos velhos costumam morrer no inverno, e afirma que ainda estará animado (resfolegante como um cavalo de “ventas abertas” e com o coração “estreleiro” como os cavalos que levantam a cabeça de impaciência): “Quando chegar meu inverno/ que me vem branqueando o cerro/Vai me encontrar de venta aberta/ de coração estreleiro”. Outro exemplo importante é a música “Florêncio Guerra”, de Luís Carlos Borges, em que o eu lírico se sente atingido pessoalmente quando seu patrão pede que ele sacrifique seu velho cavalo já sem utilidade para o serviço: “O patrão disse a Florêncio que desse um fim no matungo/ Quem já não serve pra nada não merece andar no mundo/ A frase afundou no peito e o velho não disse nada”.

MÚSICA NATIVISTA

MÚSICA NATIVISTA

Música nativista é um termo genérico usado no estudo da música sul-rio-grandense para designar um determinado ponto de vista diferente da chamada “música tradicional” no que tange aos diversos gêneros musicais que caracterizam a “música gaúcha” (surgida na cultura popular do Cone Sul – Argentina, Uruguai, parte do Paraguai e extremo sul do Brasil), que tem como temas principais o amor pelas tradições presentes no ente folclórico denominado gaúcho: o campo, o cavalo, os valores, a culinária regional e amulher. A música nativista é construída em cima de um andamento mais lento e intimista, com letras em geral conotativas e metafóricas. Seus maiores representantes foramTeixeirinha, José Mendes, Gildo de Freitas e César Passarinho.

BEE GEES

BEE GEES

Os Bee Gees foram uma banda formada pelos irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb. Nascidos na Ilha de Man, viveram alguns anos em Chorlton, Manchester, Inglaterra. Ainda crianças se mudaram com os pais para Brisbane, em Queensland, na Austrália. Fazem sucesso desde 1966, estando entre os maiores vendedores de discos em todos os tempos. Passaram por diversos ritmos musicais, do rock psicodélico às baladas, passando pelo country rock, pela música disco, pelo R&B, pela música romântica, terminando no pop rock moderno. Venderam aproximadamente 300 milhões de discos. Foram incluídos no Hall da fama de grupos vocais, no Hall da Fama do Rock and Roll, no Hall da Fama dos Compositores e ganharam dez prêmios Grammy. O álbum Saturday Night Fever (trilha sonora do filme Embalos De Sábado A Noite, no Brasil, ou Febre de Sábado à Noite, em Portugal) é a segunda trilha sonora mais vendida de todos os tempos e atualmente ocupa a 7.ª colocação como álbum mais vendido da história com mais de 42 milhões de cópias, de acordo com a revista Billboard: 300 Best-selling Albums of All-Time. O grupo possui muitos recordes pela Billboard Hot 100 entre esses, estão em oitavo lugar entre os artistas com mais canções que ficaram em primeiro lugar nas paradas, o seu álbum Saturday Night Fever ficou em segundo lugar, entre os álbuns com mais canções que ficaram em primeiro lugar, perdendo apenas para o álbum Bad de Michael Jackson. São os artistas que tiveram mais músicas em primeiro lugar nos anos 70 com nove canções no total, estão em segundo lugar entre os artistas com mais canções consecutivas em primeiro lugar com seis músicas, entre 1975 e 1979, são terceiro lugar entre os artistas que ocuparam simultaneamente o primeiro e segundo lugares com as músicas Night Fever e Stayin’ Alive, e ainda Barry Gibb está em quarto lugar entre os produtores com mais canções que ficaram em primeiro lugar com 14 músicas e também aparece na quarta colocação entre os compositores com mais canções que ficaram em primeiro lugar, com 16 músicas ao todo, perdendo apenas para Paul McCartney e John Lennon (26) . O Hall da Fama do Rock and Roll diz em uma citação: “Somente Elvis Presley, The Beatles, Michael Jackson, e Paul McCartney superam os Bee Gees em recordes e vendas”. Os Bee Gees são uma das bandas que mais arrecadaram na história da música, e são considerados por grande parte da crítica musical, a segunda maior banda da história pelo conjunto de sua obra (composições, produções e gravações), atrás apenas dos Beatles.

PEPPINO DÍ CAPRI

Peppino Di Capri, nome artístico de Giuseppe Faiella, (Capri, 27 de julho de 1939), é um cantor italiano. Iniciou sua carreira no começo dos anos 60, sendo o primeiro artista nacional a fazer sucesso com um twist na Itália (Saint Tropez Twist, de 1962). Venceu os festivais de San Remo, em 1973 e 1976. Conquistou também o Festival de Napoli, em 1970. Desfruta de sucesso internacional, inclusive no Brasil, com as canções “Roberta” (1963) , “Champagne” (1973), “Mai” (1975) e “Un Grande Amore e Niente Più (1973). O cantor interpretou o tema “Comme è ddoce ‘o mare”, no Festival Eurovisão da Canção 1991, cantando em napolitano, alcançando o sétimo lugar.

O início (1953-1957) Originário de uma família de músicos (o avô participou de uma banda de Capri e o pai, Bernardo, que possuía uma loja de discos e instrumentos musicais, no tempo livre tocava sax, clarinete, violoncelo e contrabaixo em uma orquestra), se exibe pela primeira vez com a idade de quatro anos, em 1943, tocando piano diante das tropas americanas na ilha natal durante a guerra. Com seis anos começa estudar piano com uma severa professora alemã, em Nápoles, mas em 1953 começa a exibir-se com o amigo Ettore Falconieri, tocador de bateria, nos night – clubs de Capri, com a denominação de Duo Caprese. A professora, ao tomar conhecimento do fato, decide deixá-lo, uma vez que ele decide exclusivamente se dedicar à nascente ´música rock de importação americana. Em 26 de agosto de 1956, Peppino e Ettore chegam à TV, na transmissão Primo applauso, conduzida por Enzo Tortora. Tratava-se de uma espécie de concurso, no qual terminam em primeiro, mas não chegam naquele momento a obter contratos discográficos. Sempre com Falconieri, conhecido como Bebè, à batteria, e outros amigos (Pino Amenta ao baixo, Mario Cenci à guitarra e Gabriele Varano ao sax), forma em 1957 um grupo chamado i Capri boys vagamente inspirado nos típicos grupos jazz/swing americanos. Obtêm bom sucesso nos vários locais das duas ilhas ilhas do golfo de Nápoles, por vezes reelaborando sucessos de época napolitanos ou americanos, ou até compondo novos branos. Em particular, o guitarrista napolitano Cenci se revelará muito prolífico e criativo na composição. Naquele mesmo ano Peppino e Mario se inscrevem na SIAE. Nota-se que o cantor assinará todas as suas canções até 1989 com o seu nome de batismo. Naquele ano os dois compõem canções como Let me cry (a sua primeira) e reelaboram peças como Last train to San Fernando, Resta cu’mme e Strada ‘nfosa, as duas últimas de Domenico Modugno.